História, Impacto Econômico e Compromisso Ambiental
Histórico e Evolução do SINDIFER
O SINDIFER, Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais, celebrou seu 93º aniversário no último dia 30. Fundado em 30 de abril de 1933, inicialmente congregava as indústrias produtoras de Ferro, conhecidas como “Usinas de Ferro”, localizadas em Minas Gerais e, posteriormente, as Ferro-Gusa. Ao longo dos anos, o SINDIFER ampliou sua atuação, fortalecendo a defesa dos interesses, a representatividade e o apoio ao desenvolvimento dos associados. Atualmente, além das indústrias de Minas Gerais, reúne empresas de outros setores da cadeia da metalurgia e produtores de Ferro-Gusa dos estados do Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.
Distribuição das Usinas de Ferro Gusa Filiadas e/ou Associadas
- Minas Gerais: 48 usinas
- Espírito Santo: 2 usinas
- Mato Grosso do Sul: 2 usinas
Minas Gerais destaca-se como o estado com maior número de usinas, responsável por cerca de 70% da produção nacional de Ferro Gusa.
Importância Econômica do Setor
O setor de Ferro-Gusa é fundamental para a formação do PIB de Minas Gerais, sendo relevante na arrecadação de tributos e na geração de empregos diretos e indiretos, especialmente nas áreas de silvicultura e produção de carvão vegetal. Além disso, o segmento tem expressiva participação na balança comercial do estado e do país, visto que a maior parte da produção recente foi destinada à exportação. Em 2025, as exportações representaram 76,1% da produção nacional.
Compromisso com o Meio Ambiente
O Ferro Gusa produzido em Minas Gerais e no Brasil utiliza como fonte de energia o carvão vegetal, proveniente de madeira de floresta plantada. Esse recurso é renovável e contribui para a emissão de oxigênio na atmosfera, alinhando-se às exigências atuais de sustentabilidade e descarbonização, com baixa “Pegada de Carbono”.
Essa abordagem diferencia o setor brasileiro dos grandes players internacionais, que utilizam carvão mineral (coque), um recurso fóssil e emissor de gases de efeito estufa (GEE).
Inovação e Redução de Impactos Ambientais
As indústrias do setor têm investido em tecnologias para reduzir ainda mais as emissões, como processos de “injeções de finos”, cogeração de energia — aproveitando os gases do alto-forno — e a transformação de resíduos em co-produtos. Um exemplo é a escória, que, após pequenos tratamentos, pode ser utilizada como matéria-prima para fertilizantes agrícolas ou corretivo do solo.