{"id":5357,"date":"2026-05-13T11:21:17","date_gmt":"2026-05-13T11:21:17","guid":{"rendered":"https:\/\/sindifer.com.br\/sndfr\/?p=5357"},"modified":"2026-05-13T11:21:17","modified_gmt":"2026-05-13T11:21:17","slug":"diesel-segue-188-mais-caro-em-minas-apos-tensao-entre-eua-e-ira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindifer.com.br\/sndfr\/2026\/05\/13\/diesel-segue-188-mais-caro-em-minas-apos-tensao-entre-eua-e-ira\/","title":{"rendered":"Diesel segue 18,8% mais caro em Minas ap\u00f3s tens\u00e3o entre EUA e Ir\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio do litro do diesel em Minas Gerais continua acima da m\u00e9dia registrada antes do conflito entre Estados Unidos (EUA) e Ir\u00e3. De acordo com dados divulgados pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), o valor m\u00e9dio do combust\u00edvel na \u00faltima semana ficou 18,8% acima do registrado antes do conflito.<\/p>\n<p>Segundo os dados, na semana entre 22 e 28 de fevereiro, o consumidor pagava R$ 5,95 pelo litro do diesel, enquanto na semana passada a m\u00e9dia registrada pela ANP foi de R$ 7,07. Apesar de estar abaixo do pico observado desde o in\u00edcio do conflito, quando o litro chegou a R$ 7,50 entre 22 e 28 de mar\u00e7o, o pre\u00e7o ainda\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/preco-do-diesel-sobe-13-em-minas-apos-conflito-no-oriente-medio-mostra-anp\/\" data-mrf-recirculation=\"recirculacao-conteudo\" data-mrf-link=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/preco-do-diesel-sobe-13-em-minas-apos-conflito-no-oriente-medio-mostra-anp\/\">segue elevado<\/a>.<\/p>\n<p>No curto prazo, a tend\u00eancia \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os elevados do combust\u00edvel, na avalia\u00e7\u00e3o do economista da Valor Investimentos Ian Lopes. Segundo ele, apesar de fatores positivos no mercado brasileiro de combust\u00edveis, como os recordes de\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/petrobras-nao-considera-novo-aumento-no-diesel-por-ora-dizem-fontes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-mrf-recirculation=\"recirculacao-conteudo\" data-mrf-link=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/petrobras-nao-considera-novo-aumento-no-diesel-por-ora-dizem-fontes\/\">produ\u00e7\u00e3o da Petrobras<\/a>, o volume ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente para atender toda a demanda interna, enquanto o cen\u00e1rio internacional continua pressionando os pre\u00e7os do diesel para cima. \u201cAs refinarias da Petrobras est\u00e3o batendo recordes de produ\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 uma boa not\u00edcia, mas ainda n\u00e3o \u00e9 suficiente\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Diante do contexto internacional, o principal problema apontado por Lopes \u00e9 o pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo, \u201cque voltou a subir e est\u00e1 em torno de US$ 103. Ent\u00e3o, no curto prazo, a tend\u00eancia \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os elevados\u201d.<\/p>\n<p>O economista e professor da Faculdade do Com\u00e9rcio de S\u00e3o Paulo Rodrigo Sim\u00f5es acredita que o diesel virou um term\u00f4metro da tens\u00e3o externa. \u201cEnquanto petr\u00f3leo, c\u00e2mbio e importa\u00e7\u00f5es seguirem em alta, os pre\u00e7os dificilmente voltar\u00e3o rapidamente aos n\u00edveis mais baixos do passado\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Segundo ele, o pre\u00e7o do diesel deve continuar pressionado no curto prazo, sem perspectiva de queda forte ou consistente. Sim\u00f5es destaca que, com o barril do petr\u00f3leo acima de US$ 100 e o Brasil ainda importando entre 23% e 25% do diesel consumido, qualquer instabilidade externa acaba impactando diretamente o pre\u00e7o interno.<\/p>\n<p>O professor de Ci\u00eancias Cont\u00e1beis da Est\u00e1cio BH Alisson Batista acrescenta que, al\u00e9m da continuidade do conflito no Oriente M\u00e9dio, outro fator que pode impactar os pre\u00e7os do diesel \u00e9 a sa\u00edda dos Emirados \u00c1rabes da Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (Opep). \u201cA tend\u00eancia \u00e9 que o pre\u00e7o continue elevado enquanto n\u00e3o houver sinais de cessar-fogo e o mercado n\u00e3o sentir os impactos da sa\u00edda dos Emirados \u00c1rabes\u201d, comenta.<\/p>\n<h2 id=\"block-9fe1f12c-df69-4f93-a06e-b83aa3be7f82\" class=\"wp-block-heading block-editor-rich-text__editable block-editor-block-list__block wp-block rich-text\">Frete tamb\u00e9m deve aumentar, diz Fetcemg<\/h2>\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Empresas de Transportes de Cargas e Log\u00edstica do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Gladstone Viana Diniz Lobato, afirma que a continuidade da alta do diesel, somada ao aumento dos custos com pessoal, dever\u00e1 impactar ainda mais o\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/frete-rodoviario-sobe-marco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-mrf-recirculation=\"recirculacao-conteudo\" data-mrf-link=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/frete-rodoviario-sobe-marco\/\">pre\u00e7o do frete<\/a>.<\/p>\n<p>Segundo ele, o diss\u00eddio salarial que ser\u00e1 negociado neste m\u00eas de maio, junto com o aumento dos planos de sa\u00fade, que giram em torno de 14%, impactar\u00e1 os custos do setor, que dever\u00e3o ser repassados ao pre\u00e7o final.<\/p>\n<p>\u201cO sal\u00e1rio aumentando em torno de 4% eleva os encargos, as di\u00e1rias de viagem e os planos de sa\u00fade. Dependendo do tamanho da empresa, o diesel impactar\u00e1 os custos entre 35% e 45%, enquanto a m\u00e3o de obra representar\u00e1 entre 18% e 22%. Com isso, a expectativa \u00e9 de aumento do frete\u201d, diz.<\/p>\n<h2 id=\"block-468cce51-4028-4e22-bd57-3365eb6cda13\" class=\"wp-block-heading block-editor-rich-text__editable block-editor-block-list__block wp-block rich-text\"><strong>Pre\u00e7os dos combust\u00edveis caem entre abril e maio<\/strong><\/h2>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre abril e maio, diesel,\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/?p=566660\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-mrf-recirculation=\"recirculacao-conteudo\" data-mrf-link=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/\">gasolina<\/a>\u00a0e etanol registraram redu\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os. De acordo com os n\u00fameros da ANP, enquanto no in\u00edcio de abril o pre\u00e7o m\u00e9dio do diesel era de R$ 7,42, no in\u00edcio deste m\u00eas o valor estava em R$ 7,07.<\/p>\n<p>Assim como o diesel, a gasolina e o etanol tamb\u00e9m registraram queda no per\u00edodo. Enquanto o litro da gasolina era vendido, em m\u00e9dia, a R$ 6,48 em abril, no in\u00edcio de maio o valor caiu para R$ 6,21, redu\u00e7\u00e3o de 4%. J\u00e1 o etanol, que custava R$ 4,75 no in\u00edcio do m\u00eas passado, passou para R$ 4,34 no in\u00edcio deste m\u00eas, queda de 8,6%.<\/p>\n<p>Nesse caso, Alisson Batista explica que a redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os da gasolina e do etanol no per\u00edodo analisado foi influenciada, principalmente, por medidas do governo federal e fatores de mercado.<\/p>\n<p>Segundo ele, a alta do pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo aumentou a arrecada\u00e7\u00e3o p\u00fablica com a exporta\u00e7\u00e3o realizada pela Petrobras. Com esse ganho extra, o governo decidiu usar parte das receitas para reduzir o impacto dos combust\u00edveis f\u00f3sseis no mercado interno, principalmente por meio da redu\u00e7\u00e3o de tributos como PIS\/Cofins sobre os combust\u00edveis.<\/p>\n<p>Dessa forma, segundo o professor, a redu\u00e7\u00e3o de impostos ajudou a baixar rapidamente os pre\u00e7os nas bombas, beneficiando diretamente consumidores que dependem do carro para trabalhar, como motoristas e entregadores de aplicativo.<\/p>\n<p>Sobre o etanol, Batista destacou ainda que o combust\u00edvel sofre forte influ\u00eancia da oferta e da demanda no mercado interno. Quando a procura aumenta, o pre\u00e7o sobe. Por\u00e9m, como muitos ve\u00edculos flex podem usar tanto gasolina quanto etanol, a queda no pre\u00e7o da gasolina acaba pressionando o etanol para baixo tamb\u00e9m, j\u00e1 que os dois combust\u00edveis competem entre si.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio do litro do diesel em Minas Gerais continua acima da m\u00e9dia registrada antes do conflito entre Estados Unidos (EUA) e Ir\u00e3. 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