{"id":4898,"date":"2025-04-16T14:31:28","date_gmt":"2025-04-16T14:31:28","guid":{"rendered":"https:\/\/sindifer.com.br\/sndfr\/?p=4898"},"modified":"2025-04-16T14:31:28","modified_gmt":"2025-04-16T14:31:28","slug":"guerra-comercial-pode-gerar-perda-de-r-116-bilhao-no-pib-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindifer.com.br\/sndfr\/2025\/04\/16\/guerra-comercial-pode-gerar-perda-de-r-116-bilhao-no-pib-de-minas\/","title":{"rendered":"Guerra comercial pode gerar perda de R$ 1,16 bilh\u00e3o no PIB de Minas"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-article\" data-inserted=\"true\">\n<p>Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que a guerra comercial entre EUA e China pode provocar, no m\u00e9dio prazo, uma perda de mais de R$ 1,16 bilh\u00e3o no Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais e acentuar a desindustrializa\u00e7\u00e3o nacional. O estudo destaca que a ind\u00fastria brasileira seria o setor mais impactado negativamente, tanto na produ\u00e7\u00e3o quanto na exporta\u00e7\u00e3o, enquanto a agropecu\u00e1ria, por outro lado, pode ser favorecida.<\/p>\n<p>As\u00a0<a href=\"https:\/\/pesquisas.face.ufmg.br\/nemea\/2025\/04\/14\/projecoes-dos-impactos-no-brasil-da-guerra-tarifaria-entre-estados-unidos-e-china\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">proje\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0feitas pelo N\u00facleo de Estudos em Modelagem Econ\u00f4mica e Ambiental Aplicada (Nemea) do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da UFMG, foram baseadas nas \u00faltimas medidas tarif\u00e1rias anunciadas na \u00faltima semana.<\/p>\n<p>No caso, as tarifas dos EUA de 145% sobre produtos chineses,\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/trump-anuncia-aplicacao-de-tarifa-de-10-sobre-importacoes-do-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">de 10% para os demais pa\u00edses\u00a0<\/a>e de 25% para autom\u00f3veis e a\u00e7o importados, mais as taxas de 125% da China sobre produtos norte-americanos. As simula\u00e7\u00f5es utilizaram modelos de Equil\u00edbrio Geral Comput\u00e1vel (EGC).<\/p>\n<p>O Nemea conectou um modelo de EGC global a um inter-regional e concluiu que a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, no momento, corresponderia a uma perda acumulada de R$ 1,16 bilh\u00e3o no PIB mineiro nos pr\u00f3ximos cinco anos. Seria a terceira maior perda econ\u00f4mica do Pa\u00eds, atr\u00e1s somente dos estados de S\u00e3o Paulo (R$ 4,16 bilh\u00f5es) e Rio de Janeiro (R$ 1,29 bilh\u00e3o).<\/p>\n<p>O PIB do Brasil, por\u00e9m, pode ter uma leve alta de 0,01%, fruto do aumento das exporta\u00e7\u00f5es de produtos agr\u00edcolas e queda de pre\u00e7os de produtos importados. O PIB global iria retrair em 0,25% e o com\u00e9rcio mundial diminuiria 2,38%, o que seria equivalente a uma perda de US$ 500 bilh\u00f5es.<\/p>\n<div id=\"m9k10rbm\" class=\"ad_container filled\" data-position=\"content\" data-device=\"desk,mob\" data-inserted=\"true\" data-google-query-id=\"CPzB3cPh3IwDFaOEYQYdYxAkhg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/47515406\/as_diariodocomercio_desk_content\/1_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Pesquisador do Nemea e um dos autores do estudo, o economista Jo\u00e3o Pedro Revoredo explica que a economia dos tr\u00eas estados seria bastante afetada, j\u00e1 que eles concentram os maiores parques industriais instalados no territ\u00f3rio nacional e, naturalmente, sofreriam mais com a poss\u00edvel acentua\u00e7\u00e3o do processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o causada pela guerra comercial.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, o valor da produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional pode ter uma perda acumulada de mais de US$ 8,8 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos cinco anos, enquanto o valor das exporta\u00e7\u00f5es industriais registraria uma perda acumulada superior a US$ 6,4 bilh\u00f5es no per\u00edodo. Por outro lado, o valor da produ\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria nacional obteria um ganho de US$ 5,5 bilh\u00f5es, ao mesmo tempo que o valor das exporta\u00e7\u00f5es do setor pode aumentar US$ 6,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O Nemea destaca que os ganhos econ\u00f4micos obtidos nos estados do Centro-Oeste e no Rio Grande do Sul, provenientes do aumento da produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o da soja, seriam praticamente compensados com as perdas estimadas na economia dos estados do Sudeste, fruto do efeito da guerra comercial na produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria e na entrada de importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o coisas a se pensar do ponto de vista estrutural brasileiro. Talvez (a guerra comercial) seja uma oportunidade de o Brasil se reposicionar nas cadeias globais de valor, porque, se deixar do jeito que est\u00e1, provavelmente n\u00f3s vamos nos desindustrializar e ficar mais focados nos setores mais prim\u00e1rios da economia\u201d, disse Revoredo.<\/p>\n<h2 id=\"h-oportunidade-comercial-para-industria-no-acordo-mercosul-ue\" class=\"wp-block-heading\">Oportunidade comercial para ind\u00fastria no acordo Mercosul-UE<\/h2>\n<p>O \u201cFinancial Times\u201d afirmou esta semana que a troca de tarifas entre EUA e China gerou um novo impulso \u00e0 agropecu\u00e1ria nacional, em detrimento do setor agr\u00edcola norte-americano. O jornal brit\u00e2nico destaca que o agro brasileiro j\u00e1 havia conseguido expandir suas exporta\u00e7\u00f5es para os chineses durante o primeiro governo de Donald Trump, e que tanto China quanto a Uni\u00e3o Europeia (UE) cada vez mais veem o Brasil como um fornecedor est\u00e1vel de alimentos.<\/p>\n<p>Os especialistas ouvidos pelos brit\u00e2nicos consideraram a guerra comercial \u201cuma b\u00ean\u00e7\u00e3o\u201d para a agropecu\u00e1ria brasileira e argentina, j\u00e1 que aumentar\u00e1 a parceria do agro dos dois pa\u00edses com os mercados asi\u00e1ticos, enquanto os produtores dos EUA perder\u00e3o ainda mais espa\u00e7o.<\/p>\n<div id=\"m9k10rbn\" class=\"ad_container filled\" data-position=\"content\" data-device=\"desk,mob\" data-inserted=\"true\" data-google-query-id=\"CLHp3sPh3IwDFaOEYQYdYxAkhg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/47515406\/as_diariodocomercio_desk_content\/2_0__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Revoredo destaca que a guerra comercial entre EUA e China pode fazer o acordo de livre com\u00e9rcio Mercosul-UE sair da in\u00e9rcia e ir al\u00e9m do agro, ao gerar outra necessidade na negocia\u00e7\u00e3o entre os blocos econ\u00f4micos, muito focada nas exporta\u00e7\u00f5es de bens prim\u00e1rios. \u201cTalvez dado esse novo contexto, seja poss\u00edvel repensar os acordos e encontrar caminhos dos quais a gente consiga tamb\u00e9m ser fornecedor de bem industrial\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Pensar em como manter a ind\u00fastria competitiva em meio a guerra comercial, analisa Revoredo, seja via pol\u00edtica p\u00fablica de fomento ou para aumento de produtividade dos parques industriais, \u00e9 importante frente \u00e0 oportunidade de aumentar a proximidade entre os parceiros comerciais.<\/p>\n<p>\u201cTalvez seja mais interessante repensar a inser\u00e7\u00e3o brasileira e do estado de Minas, por exemplo, dentro do cen\u00e1rio internacional, tentando fechar acordos de troca bilateral, seria um caminho interessante\u201d, analisa.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que a guerra comercial entre EUA e China pode provocar, no m\u00e9dio prazo, uma perda de mais de R$ 1,16 bilh\u00e3o no Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais e acentuar a desindustrializa\u00e7\u00e3o nacional. 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