{"id":5391,"date":"2026-06-19T12:50:51","date_gmt":"2026-06-19T12:50:51","guid":{"rendered":"https:\/\/sindifer.com.br\/sndfr\/?p=5391"},"modified":"2026-06-19T12:50:51","modified_gmt":"2026-06-19T12:50:51","slug":"pib-de-minas-recua-05-no-primeiro-trimestre-e-fica-atras-da-media-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindifer.com.br\/sndfr\/en\/2026\/06\/19\/pib-de-minas-recua-05-no-primeiro-trimestre-e-fica-atras-da-media-nacional\/","title":{"rendered":"PIB de Minas recua 0,5% no primeiro trimestre e fica atr\u00e1s da m\u00e9dia nacional"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais apresentou retra\u00e7\u00e3o de 0,5% no primeiro trimestre de 2026, na compara\u00e7\u00e3o com os \u00faltimos tr\u00eas meses de 2025. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (17) pela Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro. Segundo a institui\u00e7\u00e3o, o resultado indica perda de f\u00f4lego da atividade econ\u00f4mica mineira no in\u00edcio do ano, sobretudo quando comparado ao desempenho nacional, que avan\u00e7ou 1,1% na mesma base de compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em valores correntes, o PIB estadual totalizou R$ 285,7 bilh\u00f5es no per\u00edodo, sendo composto por R$ 248,3 bilh\u00f5es de valor adicionado e R$ 37,5 bilh\u00f5es em impostos sobre produtos l\u00edquidos de subs\u00eddios.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pela \u00f3tica setorial, os servi\u00e7os responderam por R$ 160,1 bilh\u00f5es, seguidos pela ind\u00fastria, com R$ 64,7 bilh\u00f5es, e pela agropecu\u00e1ria, com R$ 23,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na margem, tanto a agropecu\u00e1ria quanto a ind\u00fastria contribu\u00edram negativamente para o desempenho da economia mineira, com recuos de 9,9% e 0,5%, respectivamente.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as atividades industriais, o desempenho negativo esteve concentrado na ind\u00fastria extrativa, que registrou queda de 5,4%, e na constru\u00e7\u00e3o civil, que apresentou leve recuo de 0,2%. O resultado foi parcialmente compensado pelo avan\u00e7o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, de 0,4%, e pelo crescimento de 0,9% do segmento de energia e saneamento.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o economista da Funda\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pinheiro e professor do departamento de economia da PUC Minas, Raimundo Sousa, a for\u00e7a da ind\u00fastria na economia mineira contribuiu para a queda no PIB estadual. \u201cAs economias regionais, que t\u00eam um peso maior nessas atividades, acabam respondendo primeiro. \u00c9 um comportamento mais proc\u00edclico da economia de Minas do que um comportamento agregado do Pa\u00eds como um todo\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda segundo Sousa, a queda expressiva na ind\u00fastria extrativa no Estado, pode estar atrelada a aus\u00eancia da atividade petroleira, pujante em territ\u00f3rios litor\u00e2neos. \u201cN\u00e3o estamos com problemas na nossa [ind\u00fastria] extrativa. Ela ainda est\u00e1 sob um processo de expans\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2025 e 2024. S\u00f3 que em \u00e2mbito nacional sua contribui\u00e7\u00e3o para o PIB foi muito maior na compara\u00e7\u00e3o com Minas\u201d, analisa.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sentido oposto, os servi\u00e7os contribu\u00edram positivamente para a atividade econ\u00f4mica estadual, com crescimento de 0,7% no trimestre. O resultado foi sustentado pelo avan\u00e7o do com\u00e9rcio, de 0,8%, e de outros servi\u00e7os, de 0,6%, enquanto transportes e administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica apresentaram varia\u00e7\u00f5es negativas de 0,7% e 0,1%, respectivamente.<\/p>\n<h2 id=\"h-consumo-das-familias-ainda-sustenta-atividade-mas-economia-perde-ritmo\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Consumo das fam\u00edlias ainda sustenta atividade, mas economia perde ritmo<\/strong><\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), os resultados do primeiro trimestre de 2026 j\u00e1 sinalizam uma desacelera\u00e7\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/pib-minas-gerais-2026\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-mrf-recirculation=\"recirculacao-conteudo\" data-mrf-link=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/pib-minas-gerais-2026\/\">economia mineira<\/a>, movimento que deve se manter ao longo dos pr\u00f3ximos trimestres. \u201cEmbora a atividade ainda conte com alguns vetores de sustenta\u00e7\u00e3o, o cen\u00e1rio prospectivo aponta para um crescimento mais moderado, condicionado por juros elevados, press\u00f5es inflacion\u00e1rias, incertezas externas e maior cautela nas decis\u00f5es de investimento\u201d, analisa a entidade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda conforme a Fiemg, pelo lado da demanda, o consumo das fam\u00edlias deve continuar contribuindo positivamente para a atividade econ\u00f4mica, sustentado por est\u00edmulos fiscais e credit\u00edcios, al\u00e9m de um mercado de trabalho ainda resiliente. \u201cEsse ambiente tende a favorecer setores ligados \u00e0 renda corrente das fam\u00edlias, especialmente com\u00e9rcio e servi\u00e7os\u201d, destaca a Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 id=\"h-construcao-civil-deve-sustentar-industria-segundo-fiemg-el-nino-preocupa-agropecuaria\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Constru\u00e7\u00e3o civil deve sustentar ind\u00fastria, segundo Fiemg; El Ni\u00f1o preocupa agropecu\u00e1ria<\/strong><\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na ind\u00fastria, a Fiemg aponta que o cen\u00e1rio permanece heterog\u00eaneo. A constru\u00e7\u00e3o civil deve ganhar algum f\u00f4lego ao longo dos pr\u00f3ximos meses, favorecida por programas habitacionais, cr\u00e9dito direcionado e investimentos em infraestrutura. Esse movimento tende a gerar efeitos positivos sobre cadeias industriais relevantes para Minas Gerais, como materiais de constru\u00e7\u00e3o, metalurgia, cimento e m\u00e1quinas e equipamentos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os segmentos industriais mais sens\u00edveis ao custo do cr\u00e9dito devem seguir enfrentando restri\u00e7\u00f5es, diante do encarecimento do financiamento e da maior cautela do setor produtivo.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/?p=521814\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-mrf-recirculation=\"recirculacao-conteudo\" data-mrf-link=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/\">agropecu\u00e1ria<\/a>\u00a0deve permanecer como fonte de incerteza at\u00e9 o fim de 2026 e, sobretudo, no in\u00edcio de 2027. \u201cA poss\u00edvel confirma\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o pode afetar o regime de chuvas e as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas relevantes para importantes culturas agr\u00edcolas, com impactos sobre produ\u00e7\u00e3o, custos e pre\u00e7os\u201d, refor\u00e7a a entidade representativa da ind\u00fastria mineira. Nesse contexto, a Fiemg projeta crescimento de 1,6% para a economia mineira em 2026, com avan\u00e7o de 2% da ind\u00fastria, 1,5% dos servi\u00e7os e 0,9% da agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Raimundo Sousa, por sua vez, diz que ainda \u00e9 cedo para cravar certezas sobre a performance do setor agropecu\u00e1rio em Minas Gerais. \u201cO resultado do primeiro trimestre [de 2026] \u00e9 muito sens\u00edvel porque n\u00f3s temos uma concentra\u00e7\u00e3o muito grande da nossa produ\u00e7\u00e3o entre o segundo e o terceiro [trimestre]. A retra\u00e7\u00e3o de 9,9% existe mas ela \u00e9 pouco representativa para o setor como um todo. Temos que aguardar os pr\u00f3ximos trimestres para termos mais certeza sobre o desempenho\u201d, avalia.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, o economista acredita ser pouco prov\u00e1vel que Minas Gerais registre um crescimento do PIB para este ano acima da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNo \u00e2mbito do setor externo fica dif\u00edcil a gente esperar grandes novidades. Tivemos a\u00ed o primeiro momento do acordo Mercosul-Uni\u00e3o Europeia, mas os resultados s\u00e3o a longo prazo. A economia chinesa, pa\u00eds que compra muito dos mineiros, de uma certa forma, est\u00e1 estabilizada mas ainda em processo de desacelera\u00e7\u00e3o.A geopol\u00edtica global est\u00e1 transtornada, o que coloca em xeque a integra\u00e7\u00e3o comercial\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sousa tamb\u00e9m pontua que em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel esperar um vetor de est\u00edmulo muito robusto. Isso porque, segundo ele, as decis\u00f5es de investimento est\u00e3o em compasso de espera. \u201cEm resumo, n\u00e3o estamos vivendo exatamente o melhor dos momentos. Pelo menos a gente continua projetando expans\u00e3o das atividades, mesmo que em menor ritmo, o que \u00e9 bem melhor que uma parada ou recess\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Procurada pelo\u00a0<strong>Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio<\/strong>, a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Minas Gerais (Faemg) disse que s\u00f3 vai se pronunciar oficialmente sobre o desempenho da agropecu\u00e1ria para o PIB mineiro ap\u00f3s o pr\u00f3ximo dia 29, data em que a entidade vai realizar um evento em Montes Claros, no Norte do Estado, para discutir o indicador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais apresentou retra\u00e7\u00e3o de 0,5% no primeiro trimestre de 2026, na compara\u00e7\u00e3o com os \u00faltimos tr\u00eas meses de 2025. 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