{"id":4407,"date":"2024-07-16T10:35:52","date_gmt":"2024-07-16T10:35:52","guid":{"rendered":"https:\/\/sindifer.com.br\/sndfr\/?p=4407"},"modified":"2024-07-16T10:35:52","modified_gmt":"2024-07-16T10:35:52","slug":"producao-industrial-em-minas-gerais-tem-queda-de-33-em-maio-veja-os-motivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindifer.com.br\/sndfr\/en\/2024\/07\/16\/producao-industrial-em-minas-gerais-tem-queda-de-33-em-maio-veja-os-motivos\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o industrial em Minas Gerais tem queda de 3,3% em maio; veja os motivos"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>No m\u00eas de maio, a produ\u00e7\u00e3o industrial mineira teve uma queda de 3,3% frente a abril, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal Regional divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O \u00edndice \u00e9 a terceira taxa negativa consecutiva do Estado. Dos 15 locais pesquisados no Brasil, outros oito locais, al\u00e9m de Minas Gerais, apresentaram queda no desempenho. No Pa\u00eds, a produ\u00e7\u00e3o industrial tamb\u00e9m diminuiu em 0,9% na compara\u00e7\u00e3o com abril.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"lyo9zyz6\" class=\"ad_container filled\" data-position=\"content\" data-device=\"desk,mob\" data-inserted=\"true\" data-google-query-id=\"CLunq42uq4cDFUtMuAQdIaIGMw\">\n<div>\n<p>Para o economista chefe do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Izak Carlos Silva, a ind\u00fastria do Estado segue a dificuldade de crescimento do setor no Brasil de modo geral. \u201cA ind\u00fastria teve um efeito muito negativo nesse per\u00edodo em fun\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul, mas observando os outros estados, percebemos um desempenho ruim de um modo geral\u201d, avalia.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Segundo o especialista, o desempenho de Minas pior que a m\u00e9dia nacional est\u00e1 associado ao segmento de transforma\u00e7\u00e3o. Em 2024, este setor cresceu 2,7% em \u00e2mbito nacional e, em Minas, encolheu 1,1% nos cinco primeiros meses do ano. \u201cN\u00f3s temos alguns segmentos importantes para o Estado que desempenharam mal por aqui enquanto est\u00e3o desempenhando bem no Brasil\u201d, analisa Silva.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Ele cita o setor de alimentos e bebidas como exemplo, que tiveram crescimento de 5,2% no Pa\u00eds, e 3,6% em Minas. Outro segmento \u00e9 o de celulose e papel, que teve alta nacional de 4,4%, mas registrou um crescimento de apenas 2,6% no Estado. Tamb\u00e9m com peso significativo nesse desempenho, figura o setor de petr\u00f3leo e biocombust\u00edveis. Enquanto Minas diminuiu o \u00edndice em 4,2%,\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/servicos-brasil-estavel-enchentes-rs-turismo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">o Brasil<\/a>\u00a0desempenhou melhor com alta de 3,1%.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cA ind\u00fastria motriz do Estado, ou seja, aquela que puxa a atividade industrial da regi\u00e3o, \u00e9 o segmento de metal e mec\u00e2nica, sobretudo, a cadeia automotiva, e ela tem desempenhado mal em Minas Gerais. Historicamente, o primeiro semestre \u00e9 pior para este tipo de ind\u00fastria\u201d, ressaltou Izak Silva.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A economista da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Juliana Gagliardi, tamb\u00e9m cita como influ\u00eancia para este cen\u00e1rio a queda da ind\u00fastria extrativa, em -4,2%. \u201cEsse resultado decorre da alta na base de compara\u00e7\u00e3o. O segmento vem apresentando resultados recordes. N\u00e3o por acaso, o acumulado no ano em maio foi de 6%. Ou seja, nos meses anteriores o desempenho foi t\u00e3o significativo que no m\u00eas subsequente uma produ\u00e7\u00e3o menor influencia esta varia\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<div>\n<p>Al\u00e9m da ind\u00fastria extrativa, a economista da Fiemg reitera a ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o como determinante para o cen\u00e1rio, como dois segmentos em destaque. O primeiro deles \u00e9 o de produtos qu\u00edmicos, que tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 14% na margem. \u201cA justificativa para o desempenho desfavor\u00e1vel desse segmento est\u00e1 atrelada aos insumos utilizados no setor agr\u00edcola, sobretudo, inseticidas e fertilizantes\u201d, pontua.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O outro segmento \u00e9 o de alimentos, que tamb\u00e9m teve peso no resultado, influenciado pela baixa na produ\u00e7\u00e3o de leite condensado, biscoitos e bolachas e batatas congeladas, de acordo com Juliana Gagliardi. \u201cMas reitero que alimentos, no acumulado do ano, t\u00eam apresentado resultado favor\u00e1vel\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O economista-chefe do BDMG, Izak Silva, tamb\u00e9m refor\u00e7a que\u00a0<a href=\"https:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/custo-construcao-minas-gerais-ibge\/#gref\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Minas Gerais<\/a>\u00a0cresceu muito no ano passado, marcando \u00edndices acima da m\u00e9dia nacional nesses segmentos. \u201cAgora, o Estado est\u00e1 devolvendo o que n\u00f3s observamos no ano passado. A ind\u00fastria cresceu muito, antecipou os ciclos de consumo e, agora, observamos um refluxo dessas atividades impactando diretamente outros setores da cadeia produtiva do Estado\u201d, avaliou.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 id=\"h-perspectivas-para-a-industria-sao-positivas\" class=\"wp-block-heading\">Perspectivas para a ind\u00fastria s\u00e3o positivas<\/h2>\n<\/div>\n<div>\n<p>Apesar do resultado negativo no quinto m\u00eas do ano, com queda de 5% frente ao mesmo m\u00eas do ano anterior, as expectativas s\u00e3o boas. A queda n\u00e3o interferiu negativamente no acumulado do ano. De janeiro a maio, a ind\u00fastria mineira registrou alta de 1% e no acumulado dos \u00faltimos 12 meses, crescimento de 1,4%.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cQuando a gente olha para a fotografia do ano todo, nosso desempenho ainda \u00e9 positivo. Em 12 meses, ainda estamos melhor que o Brasil (1,3%). Nossa perspectiva \u00e9 positiva. O primeiro semestre \u00e9 impactado pela sazonalidade como o per\u00edodo chuvoso para a ind\u00fastria extrativa (min\u00e9rio de ferro), e menos vendas da ind\u00fastria automotiva. J\u00e1 o segundo semestre \u00e9 historicamente melhor para essas duas \u00e1reas, o que nos faz esperar um desempenho melhor tamb\u00e9m\u201d, explica o economista chefe do BDMG.<\/p>\n<div>\n<p>J\u00e1 na avalia\u00e7\u00e3o da economista da Fiemg, Juliana Gagliardi, a expectativa para os pr\u00f3ximos meses do desempenho da ind\u00fastria mineira \u00e9 moderado. \u201cA economia aquecida deve continuar impulsionando, em parte, a atividade industrial. No entanto, as recentes mudan\u00e7as no cen\u00e1rio econ\u00f4mico brasileiro mant\u00eam a ind\u00fastria em estado de alerta\u201d, pondera.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 id=\"h-enchentes-provocam-queda-mais-elevada-da-serie-historica-do-rs\" class=\"wp-block-heading\">Enchentes provocam queda mais elevada da s\u00e9rie hist\u00f3rica do RS<\/h2>\n<\/div>\n<div>\n<p>Em todo o Pa\u00eds, os recuos mais acentuados foram no Rio Grande do Sul (-26,2%) e no Esp\u00edrito Santo (-10,2%). Os ga\u00fachos marcaram a queda mais elevada da s\u00e9rie hist\u00f3rica, explicada, em grande medida, pelo impacto causado pelas chuvas ocorridas no m\u00eas em quest\u00e3o (maio) que afetaram o setor produtivo local. J\u00e1 o estado capixaba eliminou o crescimento de 2,6% verificado no m\u00eas anterior.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Por outro lado, Par\u00e1 (12,6%) e Bahia (8,2%) apontaram os avan\u00e7os mais elevados nesse m\u00eas. O Par\u00e1 eliminou grande parte da queda de 12,7% observada no m\u00eas anterior, e a Bahia voltou a crescer ap\u00f3s recuar 4,2% em abril \u00faltimo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas de maio, a produ\u00e7\u00e3o industrial mineira teve uma queda de 3,3% frente a abril, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal Regional divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O \u00edndice \u00e9 a terceira taxa negativa consecutiva do Estado. 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