A Samarco registrou, em 2025, uma produção de 15,1 milhões de toneladas (Mt) de pelotas e finos de minério de ferro, conforme prévia operacional divulgada nesta quinta-feira (29). O resultado superou em 55% o de 2024, quando foram produzidas 9,7 Mt. Somente no quarto trimestre, a empresa produziu 3,9 Mt, alta de 34% frente ao mesmo período do ano anterior.

Conforme a mineradora, o recorde refletiu a conclusão, no último mês de 2024, do “Momento 2” do plano de retomada operacional. Essa fase marcou a reativação da Usina de Beneficiamento 2 e a instalação do Sistema de Filtragem 2 no empreendimento localizado no Estado, somadas à reativação, em agosto do mesmo ano, da Usina de Pelotização 3, no Complexo de Ubu, que fica no Espírito Santo.

Após ter finalizado a segunda etapa, o potencial de produção anual da Samarco passou a ser de aproximadamente 15 Mt, o que representa 60% da capacidade instalada. A empresa aprovou recentemente R$ 13,8 bilhões em investimentos, o maior valor da história da companhia, em revitalização de plantas, ampliação de sistemas de filtragem e modernização de equipamentos para atingir 100% em Germano até 2028 e, na unidade capixaba, até 2029.

Com a performance do ano passado, a joint venture se consolidou como a terceira maior exportadora de pelotas no mercado transoceânico. Segundo a mineradora, as toneladas produzidas no período foram embarcadas em 140 navios pelo terminal portuário próprio, em Ubu, e enviadas para siderúrgicas em todos os continentes para a produção de aço.

Em nota, o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, classificou 2025 como um ano que reafirmou a capacidade da empresa de superar desafios, corrigir rotas e seguir evoluindo com responsabilidade. “Concluímos etapas estruturantes, dobramos nossa capacidade produtiva e avançamos de forma consistente e decisiva no processo de reparação”, destaca.

Avanços do Acordo de Reparação do Rio Doce

Entre a homologação do Acordo de Reparação do Rio Doce, em novembro de 2024, até dezembro de 2025, os valores destinados às ações de reparação e compensação pelo rompimento de Fundão totalizaram R$ 33,6 bilhões, segundo a Samarco. Foram R$ 22,8 bilhões em obrigações diretas da empresa, incluindo o pagamento de R$ 16,67 bilhões em indenizações para mais de 353 mil pessoas, e o restante repassado aos entes federativos.

Desde 2015, o montante desembolsado na reparação chegou a R$ 71,9 bilhões, o que inclui os R$ 38,3 bilhões executados pela extinta Fundação Renova, conforme a mineradora. O novo acordo foi assinado prevendo um valor global de R$ 170 bilhões ao longo de 20 anos.

Na frente ambiental, a companhia informou que avançou na recuperação do território. Foram alcançados 45,5 mil hectares (ha) cercados e protegidos em áreas de reflorestamento, 91% da meta, além da proteção de 4,3 mil nascentes, 86% da meta.

Para 2026, a Samarco disse que espera concluir ações nas frentes de indenizações, novos distritos e meio ambiente. Entre os avanços previstos estão: conclusão das portas indenizatórias e das seis obras no distrito de Novo Bento Rodrigues e continuidade das ações de recuperação de nascentes e de reflorestamento ao longo da Bacia do Rio Doce.

 

 

Fonte: Diário do Comércio.

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