A Prefeitura de Congonhas, na região Central de Minas, informou, nesta quarta-feira (4), que a mineradora Vale recuperou o alvará de funcionamento para atuar no município. Segundo o Executivo municipal, a mineradora realizou o pagamento integral da multa de R$ 13,7 milhões e cumpriu as exigências de adequações das operações após os extravasamentos nas minas de Fábrica e Viga, ocorridas em janeiro.

Em nota, a prefeitura esclareceu que houve uma visita técnica da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e que todas as medidas exigidas foram atendidas. Veja abaixo as ações tomadas pela mineradora:

Apresentação e execução das ações de contenção e limpeza de estruturas;
Desobstrução de vias;
Limpeza de córregos atingidos por resíduos;
Atualização do Plano de Emergência;
Reforço ao Programa AGIR;
Monitoramento diário da qualidade da água.
Relembre os transbordamentos
No dia 25 de janeiro, duas minas da Vale registraram extravasamentos de água com sedimentos para os corpos d’água de Congonhas e Ouro Preto. O primeiro, ocorrido na Mina de Fábrica, localizada entre os dois municípios, aconteceu após o rompimento de uma leira de contenção de água. Na ocasião, houve o vazamento de 263 mil m³ de água turva, que atingiu o rio Goiabeiras e o rio Maranhão.

À época, o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Lobo, informou que o incidente provocou perda de biodiversidade, assoreamento dos rios e contaminação de matas ciliares. “Estas consequências serão observadas nos próximos meses, porque esse material vai descendo, cada vez mais. Nas áreas mais próximas ao rompimento da cava na área da Mina de Fábrica, da Vale, percebemos arraste de árvores e rochas, mudança no curso do rio”, comentou após o transbordamento.

Já o segundo extravasamento, que ocorreu horas depois em outro ponto da cidade de Congonhas, na Mina Viga. Na ocasião, a situação ocorreu em um sump da estrutura da mineradora, localizado entre a Plataforma e o Esmeril. O caso também causou danos ambientais.

Conforme dados do Ministério Público Federal (MPF), os transbordamentos de água com sedimentos atingiram os cursos d’água responsáveis pela alimentação do rio Paraopeba.

O Diário do Comércio procurou a Vale sobre o assunto e a mineradora ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto.

 

Fonte: Diário do Comércio.

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